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sábado, 26 de maio de 2012

Kraken


Uma vez alguém me disse que se sentia o proprio kraken ao agarrar com seus tentáculos tudo que se propunha. Na dúvida resolvi pesquisar e encontrei o seguinte:
O Kraken era uma espécie de lula ou polvo gigante que ameaçava os navios no folclore nórdico. Este cefalópode tinha o tamanho de uma ilha e cem braços, acreditava-se que habitava as águas profundas do Mar da Noruega, que separa a Islândia das terras Escandinavas, mas poderia migrar por todo o Atlântico Norte. O Kraken tinha fama de destruir navios, mas só destruía aqueles que poluíam o mar e navios de piratas.
O Kraken também pode ser visto na mitologia grega como um polvo gigante com membros humanoides com uma armadura impenetravél e que habitava uma caverna submersa. As histórias de Krakens tinham fundamento, tal como muitas outras histórias de seres fantásticos, numa má observação da fauna, no caso dos Kraken provavelmente em ataques de lulas gigantes ou lulas colossais. Um bom exemplo dessa teoria são as sereias, cujos responsáveis são os registos visuais de dugongos e focas de longe, em nevoeiros.
O Kraken era uma criatura tão temida pelos marinheiros quanto as ferozes Serpentes Marinhas.

Fonte:wikipedia

      Se essa pessoa se achava o próprio kraken então é melhor sair de perto a não ser que se queira ficar perdido (a) entre seus tentáculos. Às vezes o ser humano precisa absorver tudo que está ao seu redor como temendo a nunca mais ter a oportunidade de uma segunda chance. Abraça tudo que está a seu alcance com medo a perder.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mel de sofá

A natureza está sendo afetada pelo desmatamento. Árvores estão sendo cortadas e os animais das florestas se defendem a todo custo.
Apareceu no noticiário que as abelhas estão atacando quem chegar perto porque estão na época da fabricação do mel.
Claro! É primavera! E onde pousar?
As árvores estão sendo derrubadas.
Apelar para o quê? Apelar para o que surge na frente.
Quando se trata de morar na cidade, a solução é se fixar em tapetes, sofás, lâmpadas, qualquer objeto que permita construir um panal de abelhas para proteger a abelha rainha e fabricar o mel.
Viva a luta pela sobrevivência!

domingo, 4 de setembro de 2011

Intensidade

Seu olhar cheio de estrelas,
indica um mundo infrinito,
universo de amor e dor.

Seu olhar cheio de estrelas
sonha ainda com um mundo melhor,
de harmonia e candor.

Seu olhar cheio de estrelas
metáfora de profundidade intensa
fluxos de correntes alternas.

Seu olhar cheio de estrelas
é apenas um olhar e quem entende
é quem se reflete nelas.

domingo, 21 de agosto de 2011

Construtor de Pontes


Fiz esta ilustração para um livro de contos e hoje me deparei com ela por um acaso da vida. A história que ilustra é a respeito do "Construtor de Pontes". É uma metáfora sobre nós mesmos. Quantas vezes brigamos e nos desentendemos por assuntos tão banais ou graves talvez. A história diz que devemos construir "pontes" de comunicação e tentar dissolver os nós que criamos, que não devemos ser construtores de "muros altos" onde não possamos ver o outro, impedindo a comunicação devido a rancores ou mágoas. Sei que é difícil dizer isso quando se está bem mas às vezes brigamos e um lado tem que ceder para que os diálogos existam.

A História é da sabedoria popular e vem a seguir:

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado.
Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras rí­spidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem í sua porta.

- Estou procurando trabalho, disse um homem. Talvez você tenha algum serviço para mim.

- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.

- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.

O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.
Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construida ali, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:

- Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.

Mas as surpresas não pararam ai. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos.
Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. O irmão mais novo então falou:

- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.

De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte.
O carpinteiro que fez o trabalho, partiu com sua caixa de ferramentas.

- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.

E o carpinteiro respondeu:

- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir…

Se Eu Morresse Amanhã (Álvares Azevedo)

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã,
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Que sol! que céu azul! que doce n’alva
Acorda ti natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!

sábado, 20 de agosto de 2011

Encontro

Estive participando em agosto de 2011 no encontro de escritores na cidade de Nova Trento, interior de Santa Catarina, organizado pela Academia de Letras de Nova Trento.
Fui representando a Oficina Literária Letras no Jardim junto com as escritoras Claudete Teresinha, Bety Ossig, Edna Domenica e Marlene Prestes.









Posso dizer que o mais legal foi reencontrar colegas escritores que não via há algum tempo como sendo, Ana Esther Pitan, Susana Zilli de Melo, Vicente Gabriele Pascale, Donato Ramos, Lorena Chiaradia, Therezinha Cacilda Monteiro Mann, Helena Lamego, Maura Soares, entre outros,

































Interessante também foi notar que junto a este encontro estava sendo realizado um evento para os vários grupos da terceira idade da região. Música, danças, jogos de dominô, café da manhã e almoço. Havia barracas enfeitadas com as cores típicas do local. A região de Nova Trento é lindíssima. Se respira ar puro e a natureza ainda está preservada. Vale conferir e visitar também o santuário de Madre Paulina.



































domingo, 10 de julho de 2011

Ao som do Mar – Milka Plaza

Soneto Alexandrino ( rima na sexta e décima segunda sílaba tônica em todos os versos, rima do primeiro verso com o terceiro verso e segundo verso com o quarto verso em todas as estrofes, a primeira estrofe tem a ver com a quarta e o segundo verso do primeiro terceto rima como o segundo verso do quarto terceto)

No brilho de tuas águas mergulhei o olhar
Como suave barcaça me deixo flutuar
Prisioneira nas cordas da vida a levar
sonho alçando meu voo no infinito a rezar.

O verde que é do musgo encontro a minha frente
O vermelho que é forte, late em pedras quentes
É a verdade em vida dura e triste ardente
de quem vive no mar a lembrar seus parentes.

Peixes na minha frente, com brilho molhado
Lembram como é o trabalho duro e forjado
De quem cedo subsiste do mar amado.

Detritos jazem na água a embalar sinfonia
As gaivotas e garças emitem grasnado
penso na liberdade e sinto alegria.