Quem sou eu

Escritora chilena naturalizada brasileira, bacharel em Artes Visuais e Mestre em Arte Educação. Membro da Academia de Letras do Brasil Santa Catarina - Florianópolis, Membro da Academia Boituvense de Artes e Letras - Boituva - SP, Membro da Confederação de Letras e Artes de São Paulo - CONBLA - Editora Chefe da GAPLA Edições em Santa Catarina - Brasil.

Milka Plaza

Milka Plaza

sábado, 21 de outubro de 2017

Presença

Mariposas
do campo
a plainar,
aroma da tarde
a dançar
ao compasso
da passarada
a se confundir
com o som
das máquinas
da vida diária.
Irrompe o verde
pelas paredes
Em um grito!
Estamos aqui!

Entardecer

Tarde longa,
muito a fazer
ausência presente
do teu olhar
a fitar
o entorno
do céu infinito
que trava
a marcha das máquinas
a trabalhar
na jornada
do dia
que anda
e que finda
constantemente.

domingo, 15 de outubro de 2017

O Mar

O que diz?
Calma,
tormenta,
estou vivo,
submerja.
Quantas vidas,
quantas lutas,
pescarias,
vivências,
alto mar.
Barcos,
bateiras,
a cingir
o horizonte,
o fim
do nunca,
que não acaba
no crepúsculo.
E sim,
na vida
de quem
ama o mar.

Dia de primavera

Vejo os pássaros
cantar lá fora,
no meio
da multidão.
Buzinas,
carros,
motos,
irrompem
no silêncio
do dia
que amanheceu.
Brisa da primavera,
odor de tormenta,
que assola a mente
de quem anda
no dia
que
se apresenta

PENSAMENTOS, CONTOS E POEMAS

Onde  escrever?
surrealista é a vida que levamos.
Trabalhando,
estudando,
compartilhando...
momentos,
alegrias,
tristezas,
depoimentos,
o diário acontecer.
Cada dia se apresenta
como uma obra
em que
nada está
no seu lugar.
Pessoas correm,
carros correm,
correm as balas,
aumentam os preços,
pessoas morrem,
outras nascem,
um dia morre,
outro nasce,
lombadas da vida
que um dia
se aplacam.
Portas se abrem
no andar suave
do sorriso
de uma criança
que ao perceber o mundo,
caminha em direção a ele
de óculos escuros
para não ver.

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Cada dia que comia pipocas
lembrava do instante em que o conhecera.
No entanto, o dentista se mudara.

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Dísticos
Dançando Strauss,
me vi em você.

Mãos a trabalhar,
dedos a tricotar.

O azul escuro do entardecer
traz a nostalgia do fim do dia.

Não para de vazar
suga de novo!

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Um olhar,
cores,
reflexo,
lexo
lexo
chuva
que chove.
Quem ouve?
Clack, clack,
sapatos
tinindo,
nindo, nindo,
cheiro molhado
lado
a lado.

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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Silêncio

Verde,
rosa,
laranja,
vermelho,
música,
poluição sonora.
Jardim em flor.
Chuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
jato d'água
em um solo
de cimento.
Grito interrompe,
som estridente,
estonteante
que perambula,
no silêncio
da mente
que procura
incessantemente
a própria voz,
que se afoga
nesse jato
que não pára,
se mistura,
nas notas
das vozes,
dos jatos,
dos risos,
desse dia.

Sensação

Aspereza,
poros
encostados
no papel.
Algo que envolve,
elástico?
Será?
Na folha comprida,
separa as palavras
divididas
nas folhas
dos livros.