Quem sou eu

Trabalhamos com filmagens de documentários e curtas, além de apresentações de teatro, Oficinas de dança e expressão corporal, criação literária e arte-educação.

Milka Plaza

Milka Plaza

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Efeitos - Milka

Ô lua branca radiante e formosa
de brancas brancuras
radiante e radiosa emanas tua luz.
Como feiticeira enfeitiças
Encantas, fascinas e deixas prendado
quem se prende ao se ver refletido em ti.
Cheia iluminas a noite escura
com tua candura candente,
calorosa de cândida candidez.
E canto e rio e danço
e alço voo no meu sonho
Sonhado sideral.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Tive a oportunidade de realizar um trabalho de pesquisa sobre o profano e o sagrado na contemporaneidade. Uma das coisas que me chamou bastante a atenção foi a simbologia utilizada pelos povos pagãos e que hoje são assimiladas pelas religiões.

A cruz egípcia foi assimilada pelos cristãos, a estrela de cinco pontas pertence à religião judaica e assim por diante. E o que algumas delas significam?

Resolvi fazer um trabalho em cerâmica resultando em ímãs para geladeira, pingentes e broches. Este trabalho passou pelo forno, foi desenhado com corantes naturais e esmaltado com alcalino transparente, indo para o forno para dar brilho.


Apresentei numa feira realizada na Universidade do Estado de Santa Catarina e agora apresento a vocês. Atualmente se encontram à venda na loja Espaço das Artes no térreo do Floripa Shopping em Florianópolis.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Sabem? Este Natal foi diferente para mim.
Fiz uma análise dos natais desde a minha infância. Graças a Deus sempre acompanhada pelas pessoas da minha família. Mas, o que significa tudo isso? É apenas propaganda? Lógico que tirando fora os abraços, a alegria e a troca de presentes, o que fica? Senti por um momento um vazio tão grande. Estou velha pensei.
Quando criança esperava pelo papai noel e sempre me mandavam deitar cedo até que um dia desobedecí e peguei meu pai colocando brinquedos na nossa árvore. Bom. Ele continua sendo nosso papai noel oficial. Só que agente vai crescendo e vendo no mundo tanta violência, injustiça, fome, miséria, dá vontade de ser rica e sair distribuíndo não só no natal tanta coisa e principalmente amor, afeto, amizade verdadeira. Porque as pessoas são tão falsas? Porque quando você acha que encontrou amigos se decepciona? Este Natal me fez pensar nisso. Ainda não tenho coragem para me engajar nas missões. Esquecer todo este mundo de materialismo em que nos vemos envolvidos e seduzidos. Sei que há tanto para ser feito e tentarei em 2010 fazer a diferença. Ajudar a tornar nosso mundo mais limpo e mais feliz. Em 2009 ajudei a plantar sementes. As de 2008 já deram frutos. Algumas. Espero montar um jardim com todas as sementes. Sei que morrerei sem ver os frutos de algumas. Tudo isso está nas obras que realizamos e é isso o que dá sentido à vida. Ainda me agarro a um fio que às vezes teima em se cortar. Esse fio se chama esperança num mundo melhor e sem violência, sem egoísmos nem falcatruas. Deixo 2009 com machucados e vitórias, novos cabelos brancos, que não penso tingir, novas marcas de expressão que lembram as alegrias e tristezas. Feridas que parecem mordidas na alma, que superei, graças a Deus.
O Natal do menino Jesus sempre me faz refletir. Cheguei à conclusão de que toda esta festa não passa de um motivo para a gente se encontrar com amigos e familiares, repartindo sorrisos e amizade.
Feliz Natal.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O Peso de uma medalha


Esta semana fui empossada na Academia de Letras de Palhoça. Para mim, uma grande honra pertencer a esta casa. De toda a cerimônia, linda demais, ficou marcada uma última frase. Recebi este merecimento, junto com outros colegas, não só para ficar de lembrança. Mas, para nos lembrar da grande responsabilidade que tenho junto com meus colegas.

Particularmente, para mim, não é nenhum sacríficio. Mesmo porque adoro trabalhar.



O fato de escrever e de ensinar faz com que além de passar pra frente nossos conhecimentos possamos ajudar na formação e crescimento das pessoas. No meu discurso de posse me coloquei a disposição tanto na área profissional como literária perante a comunidade de Palhoça. Espero poder levar adiante grandes projetos que tenho em mente e dar a conhecer e difundir a Oficina Literária Letras no Jardim que coordeno atualmente na Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina, na cidade de Florianópolis.














sábado, 17 de outubro de 2009

Liberdade

Tenho experimentado as adversidades da vida e cada vez me surpreendo com as surpresas que ela traz. Os antagonismos principalmente. Por exemplo: há duas semanas atrás, participei de uma peça de teatro onde eu faço o papel de uma dançarina norteamericana. Eu adoro dança e nesse momento, no palco, no meio da música e eu envolta em veus e dançando descalça, me sentia nas nuvens, voando, extasiada nesse ambiente mágico. Em outro local, à mesma hora, um amigo tão querido, que me ajudou bastante num momento que precisava, estava sendo assassinado com tiros pelas costas num assalto covarde. Há pouco, durante a estréia de uma peça de teatro em que um amigo querido está fazendo parte, toca o celular e me informam que outro amigo que tambem me ajudou muito, acaba de morrer. Será que há sinais em torno disso? Hoje enquanto uma conhecida está no altar dissendo sim, acontece o enterro e o velório do amigo morto. Uns vão, outros ficam. A vida é feita de "ata e desata". Brincadeira minha.
Paro pra pensar. A quantas anda nossa vida? Quantas coisas deixamos de fazer para depois? Quer dizer, nós nos abandonamos e deixamos como prioridades o trabalho, os estudos, outras atividades, e o que nós gostariamos de estar realmente fazendo nesse momento. Onde ficam nossos sonhos? Tentamos realizar? Tentamos por acaso? Tudo isso me revolta e abraço uma nova bandeira. Liberdade! Sejamos livres. De todas as amarras. Façamos o que realmente gostamos sem nos importar com o que os outros vão dizer. Sejamos nós mesmos. Não que não esteja contente comigo mas com o que a sociedade nos impõe. Das falsas regras que temos que seguir para não sermos excluídos.

Um Sanduiche no Macdonalds

Depois de ter passado uma manhã interessante com amigos e crianças no centro da cidade, decidimos todos ir “almoçar” no MacDonalds. Bom. Na verdade, fui voto vencido. Eles queriam coisa rápida, um lanchinho e eu, preferia um prato com arroz, feijão, farofa e uma cervejinha. Nada contra o capitalismo e tudo que envolve a política de consumismo que os locais de “fast food” envolvem.
Ao chegarmos no local constatamos a fila enorme e o local cheio. Não havia opções de pratos de comida. Para meu desalento, só via caixinhas quadradas sendo entregues para o consumidor. Quanto maior o nome do prato, menor era a caixinha. Eu estava com fome. Na minha vez, pedi um mega sanduiche com carne e saladas, maionese e cebola, uma mega porção de batatas fritas e uma mega coca-cola. Meus colegas, uma minúscula panqueca que parecia gostosa e que devoraram enquanto eu tentava dar a primeira mordida do meu mega sanduiche que se desfazia entre minhas mãos. Não posso negar que o molho e a salada faziam uma bela combinação e muito gostosa ao paladar. Sei que existe muita gente com fome no mundo e que me bateriam por causa daquele meu prato escolhido. Mas, posso dizer que a carne tinha gosto de papel.
Após muita luta, consegui acabar com tudo, menos com a coca-cola e tive que pedir ajuda para liquidar com ela. A minha sensação de “estufamento” foi terrível quando saímos do local. A pesadez que eu tinha era a de querer chamar o “hugo” desesperadamente. Voltamos para casa de ônibus e a cada lombada ou buraco que passávamos parecia que daria vexame e deixaria meus amigos com vergonha de mim.
É incrível como o mercado de produtos de rápido consumo se proliferou enormemente e como faturam essas empresas de alimento em caixinha. Fazendo uma rápida análise, penso que o que leva essas pessoas a querer entrar nesses locais sejam mesmo as caixinhas e a praticidade de comer tudo com a mão, sem precisar de garfo e faca. Tudo é descartável, rápido e sem compromisso. Para quem gosta de salada, posso dizer que o alface e o tomate que achei no meio do molho,estavam fresquinhos. Quanto à minha pesadez, diria que tudo ficou bem assentado depois de tanto chacoalhar na longa ida para casa, pela estrada da SC 401.