Quem sou eu

Trabalhamos com filmagens de documentários e curtas, além de apresentações de teatro, Oficinas de dança e expressão corporal, criação literária e arte-educação.

Milka Plaza

Milka Plaza

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Ao Som do Mar

Este soneto escrevi em 2012 quando estava em Governador Celso Ramos, na praia de Ganchos. Comprimento a todas as pessoas de lá em especial Antonieta das Mercês e Izac Melo que musicou meu poema.

Ao Som do Mar
Soneto Alexandrino ( rima na sexta e décima segunda sílaba tônica em todos os versos, rima do primeiro verso com o terceiro verso e segundo verso com o quarto verso em todas as estrofes, a primeira estrofe tem a ver com a quarta e o segundo verso do primeiro terceto rima como o segundo verso do quarto terceto)

No brilho de tuas águas mergulhei o olhar
Como suave barcaça me deixo flutuar
Prisioneira nas cordas da vida a levar
sonho alçando meu voo no infinito a rezar.

O verde que é do  musgo encontro a minha frente
O vermelho que é forte, late em pedras quentes
É a verdade em vida dura e triste ardente
de quem vive no mar a lembrar seus parentes.                  

Peixes na minha frente, com brilho molhado
Lembram como é o trabalho duro e forjado
De quem cedo subsiste do mar amado.

Detritos jazem na água a embalar sinfonia
As gaivotas e garças emitem grasnado
penso na liberdade e sinto alegria.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O Olhar

Eu te olho
tu me olhas
ele/ela se olha
nós nos olhamos
vos vos olhais
eles/elas se olham
O que diz esse olhar?
Um momento
de encanto,
de silêncio,
conexão,
um instante
que se prende
no tempo
infinito.
Olhar
que se vai.
Silêncio
profundo.

domingo, 24 de novembro de 2013

Você sabe o que é Tacacá?

Estive no mês de Outubro de 2013 apresentando trabalho de pesquisa na cidade de Belém do Pará. Me encantei pela cidade histórica já que ainda é mantida a estrutura dos casarões da época do ciclo da borracha. Visitei museus como o do Instituto Goeldi que faz trabalhos de preservação da flora e fauna da amazônia e igrejas como a da Matriz e de Nossa Sra.de Nazaré.











O rio Gamá é um dos principais que permite a entrada e saída de barcos de grande porte para comercializar os produtos do Norte do país.


O Tacacá é um prato típico da região, preparado pelos ribeirinhos. É uma receita dos povos da amazônia. O gosto é diferente, tem uma folha que adormece o lábio, alguns camarões, e o caldo é feito com a goma da mandioca. A receita leva tucupí, alho, chicória, alfavaca,sal, pimentas de cheiro, jambu, camarão salgado (seco), goma de mandioca, pimenta de cheiro.



No mercado Ver-o-peso, mercado típico da cidade, além de todo tipo de alimento que se pensar, existem barraquinhas para comer as delícias da região, como o famoso Tacacá e peixe frito com açaí, que é uma delícia. Além de outros pratos.


Depois dessa floresta, ao fundo, os ribeirinhos me contaram, que se chega à ilha de Marajó.

















segunda-feira, 21 de outubro de 2013

12 anos ALIFLOR

Estive participando da festa de 12 anos da ALIFLOR - Associação Literária de Florianópolis, realizada na sexta-feira 11 de outubro. É gratificante rever colegas escritores e ser homenageada pelo trabalho literário que venho fazendo. É gratificante também verificar que um sonho não se faz sozinho. Se várias pessoas trabalham juntos em função dele é possível concretizá-lo. O escritor Vicente Gabrieli Pascale sonhou e convidou escritores a sonhar junto com ele. Com certeza ele é uma pessoa motivadora. A Oficina Literária Letras no Jardim que coordeno há cinco anos também tem seus logros. Ano passado conseguimos o CNPJ e existe como pessoa jurídica sem fim lucrativo e este ano trabalhamos para conseguir a inscrição municipal e estadual de entidade de utilidade pública.
A noite deste evento pude conversar com escritores catarinenses das academias de letras e presidentes de associações literárias.

domingo, 6 de outubro de 2013

Surrealista 2

Os cm2
da vida
são avançados
de cm em cm.
Devagar e sempre.
Quem sente
na pele
é o dono
de su
a
cons
ciência.
Ência, ência.
Os cm
avançados,
só sabe
quem andou
por eles.
Vencidos
ou não,
são os
que
aguardam.
Ainda
há muitos
metros
metros
Cms
Cms.
Até
o fim
da
existência.



sábado, 5 de outubro de 2013

Som

Poesia
é a música...
que toca
na alma
acordar
de um sono
mortal
torpor
Ver as cores
da música
explosão
de um raio
som
de
um trovão
gota que cai


Poema surrealista

Onde escrever?
surrealista
é a vida que levamos.
Trabalhando
estudando
compartilhando...
momentos,
alegrias,
tristezas,
depoimentos,
o diário acontecer.
Cada dia
se apresenta
como uma obra
onde nada está
no seu lugar.
Pessoas correm
carros correm
correm as balas
aumentam os preços
pessoas morrem
outras nascem.
Um dia morre
outro nasce.
Lombadas da vida
que um dia
se aplacam.
Portas se abrem
no andar suave
do sorriso de uma criança
que ao perceber o mundo
caminha em direção a ele
de óculos escuros
para não ver.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O Tango

Navegando na internet e procurando música no youtube com o intuito de "estudar", acabei encontrando a respeito do Tango. Dedico a quem me ler.
Abç.

O tango é a dança dos corpos entrelaçados. É um diálogo novo, a sedução feita movimento. O casal de baile roça os sapatos entre sensuais carícias, como se houvesse um romance entre os bailarinos.
A primeira expressão precursora do que seria o tango, foi a incorporação nos bailes, do casal abraçado - e figuras coreográficasa próprias dos bailes dos negros.

Nos bailes dos negros, marcando a coreografia do candombe, o som da pele do tambor deu-lhe o nome de tan-gó. De acordo com o musicólogo Ortiz Oderico, o nome tango é uma corruptela do nome Xangô, deus do trovão e das tempestades na mitologia dos Yorubás da Nigéria (África Ocidental), onde Xangô também era o nome do tambor usado nos rituais.
Como afirma Jorge Luiz Borges, o tango é negro na raiz.
Fonte:

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Atrás da porta

Era uma porta fria e velha.
O azul que prevalece tem manhas brancas...
que a deixam cada vez mais sinistra.
Para onde ela vai?
Aonde ela me leva?
Abro e entro.
Ela se fecha atrás de mim.
Está escuro e frio.
Sinto gotas caindo em um assoalho.
O cheiro é forte, sensação de abandono e umidade.
Um arrepio percorre meu corpo.
Onde estão as flores e as cores?
Atrás de mim?
Não ouço avançar.
Recuo e abro a porta.
A luz,
o ar puro da primavera,
os pássaros cantando
me lembram
que estou viva
me sinto feliz.

domingo, 1 de setembro de 2013

Exposição

É tão interessante participar de uma exposição. Desta vez farei parte de um "Coletivo". Um grupo de artistas gravuristas junto com membros da Oficina Literária Letras no Jardim, que coordeno toda sexta-feira. Abaixo o convite. A exposição vai até 30 de setembro. Dentre as obras, existem gravuras, pinturas a óleo e desenhos a lápis e digitalizações. Vale conferir.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Revista Educação, Artes e Inclusão

Ainda tenho muito que aprender, mas é fascinante. Estou participando como coordenadora editorial da revista Educação, Artes e Inclusão do grupo de pesquisas do Laboratório Virtual de Arte Inclusão para Públicos Especiais.
O que me chama a atenção é todo o trabalho desde os contatos com os autores dos artigos, o envio dos mesmos para os avaliadores de artigos, as revisões, as idas e vindas até que tudo esteja certo, e nunca está. São muitos os detalhes. O preparo do Editorial, equipe técnica, colaboradores, normas da revista e inclusão dos artigos em pdf no sistema da revista. Muito interessante e haja fôlego.
Estou na terceira edição comigo participando diretamente. Ainda há muito que revisar.

http://revistas.udesc.br/index.php/arteinclusao/issue/view/290


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Meu melhor amigo

Sobre meu peito
desde menina
comigo.
Único amigo
que responde
em cada momento
do meu silêncio.
Tenho tido
grandes respostas
e digo
e confirmo,
não estamos sós
nesta vida,
tem alguém
sempre
contigo.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Exposição Regenerarte

Interessante a exposição REGENERARTE que está acontecendo no Espaço Cultural Rita Maria no segundo piso da Rodoviária de Florianópolis. Eu e o colega Denilson abrimos a amostra no dia 2 de julho. Foi um vernisage muito bonito com direito a apresentação do coral Floripa En-canta.
A exposição continua até o dia 31 de julho.
Já fomos entrevistados pela rádio UDESC e no programa "Conversando com Helinho" do canal 13 da NET de Florianópolis.
"Olhar diferente sobre o lixo e o destino que damos a ele."
Vale conferir.





Peças de minha autoria. Vale conferir as  outras que estão na exposição.


terça-feira, 11 de junho de 2013

Passagem

Suave sensação
toque de veludo
marcas de expressão
de uma vida
que se foi.
Vermelho
paixão
amor
sublime amor.
Rosa
des
petalada
brinco
com as sombras
do suave toque
que cobre
sensação majestosa
da pétala
de uma rosa.

sábado, 8 de junho de 2013

Tango

Poema para una pierna
que baila un tango
con el hueso
de su sombra.
Al compaś
de una música
imaginária
o no,
del tiempo,
de la arena,
del polvo
del origen
del hombre.

sábado, 25 de maio de 2013

Imagem

Sensações
texturas e formas
entrâncias
saliências.
Forma
que se deixa apalpar.
Fria,
estática,
gelada.
Quer se expressar,
custa a falar,
parou no tempo.

A Flamejar

Shell
Bob's
Angeloni
Vivo
Suvinil
Coca-cola
Hyundai
Frete
Tigre
Transol
Carros parados
Automega
Pastel dos deuses.
Como bandeira a flamejar
o consumismo
as multis a provocar.
Um passante,
outro passante.
Caminhantes errantes
correndo certamente.
Duas rodas,
quatro rodas,
ambulantes.

Estrada

Luzes vagueiam
como lâmpadas a piscar
no céu escuro.
Coca-cola
Cola
Coca
Uma escada
que dobra
e uma estrada
numa parede plana.
Terceira dimensão
não vejo a oitava.
Na oitava há fantasmas
na terceira também.
Mortos
Vivos.

Contra o Tempo

Sempre correndo
chegar na hora certa.
Santo Antônio.
Não!
Não é o santo,
mas é como se fosse.
É a maneira de chegar mais rápido
a meu destino.
Que destino será esse?
Parece brincar
o tempo todo.

sábado, 27 de abril de 2013

Paradoxo Original

A flor que surge no meu caminho aparece por acaso enquanto procuro um batom. Tom/ tom/ plank/ plum.
O que significa uma flor solitária, perdida no vazio oculto e silencioso de um estojo?
Silêncio, encio, econoeconoeconoeco.
Poema.
Verde plástico
pano pintado de amarelo avermelhado de suportes e formas dadas a ferro e brasa que de uma almofada se formou uma pétala que deu forma a uma flor.
Forma que se desforma quando se quebra como na vida real na qual vivemos ao acaso e no ocaso de cada dia que se desfolha como uma singela rosa.
Vida de mentira para alguns como a flor de plástico nos lembra neste mundo de consumismo e vazios escuros onde os olhares se perdem nas massas disformes da vida.

Poema dadaísta

Tic-tac-tic-tac
tac-tac-tac-tac
Hum, hum
klank, pulum, lelê.
pankilum, pankilum, pankilum
tic, tac, tic, tac
talam, talam, talam, talam
tac-tac-tac-tac
fuuunk, fuuunk, fuuunk
pliiiimp, pliiimp, pliiimp
cof, cof
tic-tac
Hum, hum
klank, pulum
tac-tac
pliiimpk.

domingo, 17 de março de 2013

O Enigma

Caminhava pela rua
à procura
do verde andar de sua consciência.
Onde teria ficado?
Acabara de sair de dentro do shopping.
O barulho das pessoas,
o deixara atordoado...
Seu nariz ficara impregnado
com o cheiro a frituras dos lanches
dos restaurantes
de comida rápida.
Dormira durante o filme
que decidira assistir na sala
de cinema 3D.
Onde ficara o que procurava constantemente?
Espero que encontres o que procuras.
Dissera a senhora vendedora de pipocas.
No saquinho?
Pipoque seu dia, seja você mesmo e feliz.
Somos nós mesmos?
Continuava a caminhar
pela rua a esmo
à procura de sua inspiração
para sua eterna obra.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dia da mulher

As mulheres vêm atravessando inúmeras lutas como direito a voto, igualdade de condições sociais, melhores condições no ambiente de trabalho, entre outros ganhos desde que saíram em passeata no dia 08 de março de 1917.

A Você
Mulher,
palavra de seis letras.
Maravilhosamente disposta
uma vez que encara de frente a vida e seus desafios.
Luta diariamente
hoje e sempre pelo seu mundo.
Está inserida em todas as atividades
romântica e resoluta, enérgica e decidida.

A viver e sonhar.

domingo, 3 de março de 2013

Fim de Tarde

Vejo o mar
refletir o cinza
do árduo dia de trabalho.
Véus em volta de murmúrios e palavras.
Garabatos nas paredes
do doce aroma que acalma.
Tudo acende
na doce corrida
que desce a ladeira da vida.
Por que não?
O que custa assistir?
Árduo trabalho que fere
e calcina.
Paredes detalham
estruturas amorfas.
O estômago se prende
como freio que se detêm
em prosa poética
que enlaça os movimentos
e uma flor aparece
e balança
com o vento.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Raíces

No puedo olvidar la poesia.
Vengo del Norte, Coquimbo, Ovalle, Los Morales,
tierra de minerales.
Gente que hace y deshace
tierra de raíces profundas
naciente de un rio
que aparece y desaparece
clandestinamente
en el oleaje azul del pacífico.
Como persona se reproduce
en las miradas
penetrantes y profundas
de las personas de la tierra
que los conquistadores
quisieron dominar
un dia.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Afetividade


Carinho,
doce palavra.
Amizade oculta
no olhar vagueante
de quem quer abraçar,
conversar.
Palavra que acaricia
com um sorriso,
um afeto.
Palavra amiga,
olhar que persegue,
que conversa.
No abraço,
aconchego gostoso.


sábado, 26 de janeiro de 2013

Um dia

Giro de curva fechada
giro de curva aberta
movimentos
pressão que aprisiona
e prende
amarelo caminhar
lentidão pessada
homenagem
ao longo da via
da vida deste dia.
Um, dois, três, quatro
palavras desconexas
nas nuvens de tormentas
afiadas que caem
no tic-tac do andar.


sábado, 19 de janeiro de 2013

Enigma

La mirada atrás del queso.
Que quieres decir con eso?
Queso. Que es eso?
Eso es el juego
de la mirada atrás...
del queso.
Que soy?
Un enigma que juega
con su mirada
que penetra y analiza
quien observa
por la cámara.
Que bate y rebate
como un juego
de palabras.
Queso, que soy?
El juego
de la mirada.
Enigma por detrás
de un queso.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Llegada o despedida

Las despedidas y las lágrimas.
La fila anda y todos se abrazan. Se dejan las maletas y se guardan.
La ansiedad por el viaje, la tristeza por la despedida.
Besos y abrazos.
Cariños y besos.
Toques, miradas.
Hasta cuando?
Nunca más es mucho tiempo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Janeiro de 2013

Que calor!
He caminado bastante por las calles. Santiago es una capital muy linda, inmensa, limpia, las personas son educadas, el comercio es fantástico. Pero hace mucho calor.
Fui a los cerros Santa Luzia, San Cristóbal, barrio Bella Vista, la plaza central, estuve en la Catedral que parece un museo y por increíble que parezca trabajé bastante.
Todos los del grupo de pesquisa tuvimos que presentar nuestros trabajos. Fuimos muy bien recibidos en la Universidad de Santiago de Chile. Hice hartos contactos de otras universidades como de Guadalajara, Chiapas, Bogotá, Patagonia, Temuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, todos del área de formación de profesores y tecnologia.
Fue muy rico el encuentro y hay mucho que hacer todavia.
Saludos a todos.