Quem sou eu

Trabalhamos com filmagens de documentários e curtas, além de apresentações de teatro, Oficinas de dança e expressão corporal, criação literária e arte-educação.

Milka Plaza

Milka Plaza

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Ao Som do Mar

Este soneto escrevi em 2012 quando estava em Governador Celso Ramos, na praia de Ganchos. Comprimento a todas as pessoas de lá em especial Antonieta das Mercês e Izac Melo que musicou meu poema.

Ao Som do Mar
Soneto Alexandrino ( rima na sexta e décima segunda sílaba tônica em todos os versos, rima do primeiro verso com o terceiro verso e segundo verso com o quarto verso em todas as estrofes, a primeira estrofe tem a ver com a quarta e o segundo verso do primeiro terceto rima como o segundo verso do quarto terceto)

No brilho de tuas águas mergulhei o olhar
Como suave barcaça me deixo flutuar
Prisioneira nas cordas da vida a levar
sonho alçando meu voo no infinito a rezar.

O verde que é do  musgo encontro a minha frente
O vermelho que é forte, late em pedras quentes
É a verdade em vida dura e triste ardente
de quem vive no mar a lembrar seus parentes.                  

Peixes na minha frente, com brilho molhado
Lembram como é o trabalho duro e forjado
De quem cedo subsiste do mar amado.

Detritos jazem na água a embalar sinfonia
As gaivotas e garças emitem grasnado
penso na liberdade e sinto alegria.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O Olhar

Eu te olho
tu me olhas
ele/ela se olha
nós nos olhamos
vos vos olhais
eles/elas se olham
O que diz esse olhar?
Um momento
de encanto,
de silêncio,
conexão,
um instante
que se prende
no tempo
infinito.
Olhar
que se vai.
Silêncio
profundo.