Quem sou eu

Escritora chilena naturalizada brasileira, bacharel em Artes Visuais e Mestre em Arte Educação. Membro da Academia de Letras do Brasil Santa Catarina - Florianópolis, Membro da Academia Boituvense de Artes e Letras - Boituva - SP, Membro da Confederação de Letras e Artes de São Paulo - CONBLA - Editora Chefe da GAPLA Edições em Santa Catarina - Brasil.

Milka Plaza

Milka Plaza

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Passado, futuro.

Pés
dores
andar
suave
olhar
para trás.
Ver à frente,
Ano que se vai,
Ano que vem.
Amanhã
novo dia.
Obrigado
ano
que
finda.
Suave
melancolia,
momentos
passados,
olhares,
tristezas,
alegrias,
amizades.
Nova página
em branco.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

En el mar

Poder
ver el mar.
Calma,
movimiento,
espuma,
clama
calma.
Vai,
ven,
juego
de olas.
Sensación,
inmensidad,
sonidos,
idos,
venidos,
dedos,
se expandem
se hunden
en la arena
submersa.
Escondidos
los gritos
debajo
del água.
Gaviotas
espían
la suave
alegria.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Realidad

Hay luna llena
esta noche.
Surges
entre las brumas
borrascosas,
Como quejándote,
diciendo
mil palabras
al oído
de quien
no escucha.
Movimientos
ondulantes
transparentes
parecen
andar
como
ciegos
mutantes
de un mundo
inquieto
insensíble
sordo
mudo
triste
de las cosas
que pasan
y
nadie ve.

domingo, 28 de setembro de 2014

Difuso

O caminho
que leva
a circundar
o feitiço
da minha'alma
me faz adentrar
no escuro
e vazio coração
iluminado
pela tênue luz
do dia claro
que teima invadir
suas entranhas.
Olhares,
ao longe escondidos
nas paredes
fitam a questionar
o porquê
da dissonância
das cores
sonoras
do dia amorfo
que se expande
no universo
denso
da nebulosa
mente humana.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Segredo do olhar

A vida e a morte
no meio do nada
sozinho no escuro
do sol da vida
que prende.
Morte, vida,
vida, morte.
Gritos que clamam
das profundezas
dos corpos na terra.
Vazio inóspito
que fere.
Figuras sombrias
que cercam.
Me sinto só
ele diz,
ela diz.
Ele grita,
ela grita.
Ninguém ouve,
ninguém repara.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Lançamento de Livro


O livro de contos e poemas "Ao Som do Mar", de minha autoria, foi relançado no dia 18 de julho no Espaço Cultural Rita Maria, no segundo piso da rodoviária. Nesse dia também foi inaugurada a biblioteca da Oficina Literária letras no Jardim. Amigos escritores e artistas prestigiaram o momento

 
 Paulo Berri leu um de meus poemas


 Osmar Quiñonez nos brindou com sua harpa




Amara Martino realizou uma performance ao som da harpa



Helena Lamego e Carmen Tridapai também estiveram presentes

Maria da Graça Fornari esteve conosco


João José Pereira administrador do Espaço Cultural Rita Maria esteve presente


 
Rubén e Doris também compareceram




sábado, 5 de julho de 2014

Despedida

De mãos dadas,
em círculo
fechado.
Olhares
baixos,
altos,
serios,
tristes.
Olhares,
silêncio.
Caracola
gigante
permissão
errante
som
grosso
requebra
o silêncio.
Um grito
profundo,
entranhas
que
sangram.
Olhar
infinito
mar
em penumbras
Olhares
que se olham
entre flores
que morrem.
vermelha é a cor
das flores
que viajam
ao centro
do mar.
Entre canoas
remadores,
nadadores.
Olhos
que se olham.
Lábios
que não sorriem.
Beijos,
abraços,
despedida
para sempre.


terça-feira, 17 de junho de 2014

Turma do Doutorado

Q
 Muito interessante conhecer estas pessoas fora do ambiente de trabalho. Artistas, pesquisadoras, arte-educadoras.
Cada uma com suas experiências e riquezas de vida. Que bom a chuva de Florianópolis ter dado uma pausa para poder, depois da aula, desfrutar do sol e da brisa da tarde, um dia qualquer do mês de junho.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Caminhante

Mensagens
de momentos
de outrora.
Há pouco,
poesia
prosa
poética.
Palavras
na boca
de tantas
bocas.
Sorrisos
descobertas
abraços,
beijos.
Um choque,
um encontro
caminhas
à frente
com as mãos
no
bolso.
Para onde vais?
Comprar uma revista
e depois sentar.
Ver as pessoas
passar
sonhar
voltar
do além,
do passado,
do presente
para o futuro,
abanando a revista.


sábado, 17 de maio de 2014

Diálogos

Descrevo a arte de se acomodar e sentar.
Observo o tapete marrom, quadriculado, felpudo e limpo.
As cadeiras alinhadas, de estofado vermelho e fico a pensar na chuva que leve, cai lá fora.
Passos entram e interrompem meu pensar. Beijos, abraços, diálogos, prosas e cientistas. Mundo, vasto mundo, de fardos e fundos, de provas e testes.

domingo, 4 de maio de 2014

Perdido

Caminhava na rua,
andava com sono,
aguardava
a passagem
do planeta Marte.
Encontrei a lua
saboreando o sereno
da noite.
Quando voltei,
achei
o cachorro
em minha cama.
Pareceu aborrecido
com
minha chegada.
Talvez ele goste
de olhar a lua
sozinho
à procura
de São Jorge
e não encontrar
respostas
para nada.

domingo, 20 de abril de 2014

Andante

em que você pensa
caminhante solitário
sob o sol
do outono?
Vais em frente,
ao encontro
do futuro.
Em tua mente,
inúmeros pensamentos.
o mundo
gira à tua volta,
pessoas
quebram a harmonia
e o silêncio
do teu andar.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Ferros e medidas

Imagens coladas
coloridas
relaxe
uma edição
limitada.
Garanta o futuro
você está sozinho
de
braços cruzados.
Inúmeras pessoas
emergem
no espelho
que reluz
suave vôo
em cada amanhecer.
Evoco a música
que vem do alto,
das notas
da memória.
Fantasmas
da noite
a lembrar
num sussurro
sideral,

a vida
é feita
de recortes
e medida
com ferros
e...
engrenagens.

sábado, 5 de abril de 2014

Metáforas

Vias
Curvas da vida
perigosas ou não
setas que apontam
o meu caminhar.
Sinais marcados
que traçam
um rumo,
um pulo
que amorteça
erros,
acertos,
no andar
reto
das
vias entrecortadas
deste trajeto.

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Dez
pontas,
linhas,
dentes,
madeira
amarela.
Linhas
marcam
teu corpo.
Genipapo
tatuagem
que queima.

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Notas Incertas
treze graves e agudos
que apontam como setas
sons que brincam
como o vento
nas curvas
a se levar.
Anteparo branco
como filtros
de cigarros
de vários tamanhos.
Sons verdadeiros
ruído desordenado
confuso
como a chuva
de pensamentos
a inundar
como torrente chuvosa
a cair
na noite escura
ou clara
do sendeiro
que vai e vem
todo dia.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Cores em sintonia

Era uma vez um beija-flor. Ele voava alto e bonito como os passarinhos.
Me ensina a voar lhe disse o besouro. Tentarei ele respondeu.
Quero que saibas que enquanto tiver saúde e lucidez cuidarei de você. Disse o Beija-flor a seu amiguinho que parecia tão solitário e triste.
Vou acreditar em você disse o besouro. Você ainda é o meu único amigo.
Mas como! disse o beija-flor. Você não tem amigos?
Não tenho o besouro respondeu.
Deixei de acreditar há muito tempo neles.
Então vou te mostrar que os amigos existem. Disse o beija-flor.
Escrevi um poema para você disse o besouro
Então leia respondeu o beija-flor.
Diz assim:
a cor da alegria
qual será?
ao ver o sol
do meio dia.
A cor da alegria
qual será?
ao sentir
os pássaros
cantar
de manhã.
A cor da alegria
qual será?
ao sentir
o doce aroma
do mar.
A cor da alegria
qual será?
verde?
amarela?
lilás?
A cor da alegria
é a mistura
de todas
as cores
em sintonia.
Por que?
Porque
o mundo é alegre
quando
está em sintonia
como
a cor
da alegria.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Cristalino

Flor que dança
no quintal.
Risos
agudos
a mostrar.
Alegria,
novo
olhar
cristalino,
puro,
criança
que brinca,
salta
estridente
sem dentes.
Alegria
de viver,
porvir
incerto,
teu cabelo
balança
ao ritmo
de tua dança.
Trança
que saltita
no embalo
solto,
claro,
agudos
em volta
de uma rosa
que segura
suas pétalas
com força.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Poemas de verão

Ocaso

Um,
dois,
três,
quatro,
pausa
....
Segue
um,
dois,
três,
quatro,
pausa
olha
para um lado,
depois outro.
Segue,
passos curtos.



Triste Realidade

A morte e a vida
tudo relativo.
Às vezes,
mortos em vida.
Cemitérios,
corpos dormidos,
testemunhos de uma vida.
Lutas,
filhos,
alegrias,
tristezas,
onde ficam?
As lembranças?
Os filhos?
Os netos?
A rezar,
chorar,
lembrar.
Testemunhos
de uma carcaça
que ali jaz.


Poesia

O símbolo
de rasgar
nesse momento,
era
a ruptura
da dor
ou
alegria
do passado.
Algo novo
viria
depois do túnel
deixando
gritos
ritos
que aspiram
no que
já se foi
no que virá.
Papel
rasgado
no lixo.


Sem Forma

Amorfa
é a vida
de quem
nada
faz
nada
no dia
nada
nas ondas
da viagem
amorfa
do dia.

Poeira

Pensamento
do dia
poeira cósmica
a cobrir como
tapete
a superfície
ovalada
a espelhar
figuras
amorfas
que se refletem
na superfície
laminar
coberta do sol
amarelo
opaco
do andar
da
existência