Quem sou eu

Escritora chilena naturalizada brasileira, bacharel em Artes Visuais e Mestre em Arte Educação. Membro da Academia de Letras do Brasil Santa Catarina - Florianópolis, Membro da Academia Boituvense de Artes e Letras - Boituva - SP, Membro da Confederação de Letras e Artes de São Paulo - CONBLA - Editora Chefe da GAPLA Edições em Santa Catarina - Brasil.

Milka Plaza

Milka Plaza

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Cores em sintonia

Era uma vez um beija-flor. Ele voava alto e bonito como os passarinhos.
Me ensina a voar lhe disse o besouro. Tentarei ele respondeu.
Quero que saibas que enquanto tiver saúde e lucidez cuidarei de você. Disse o Beija-flor a seu amiguinho que parecia tão solitário e triste.
Vou acreditar em você disse o besouro. Você ainda é o meu único amigo.
Mas como! disse o beija-flor. Você não tem amigos?
Não tenho o besouro respondeu.
Deixei de acreditar há muito tempo neles.
Então vou te mostrar que os amigos existem. Disse o beija-flor.
Escrevi um poema para você disse o besouro
Então leia respondeu o beija-flor.
Diz assim:
a cor da alegria
qual será?
ao ver o sol
do meio dia.
A cor da alegria
qual será?
ao sentir
os pássaros
cantar
de manhã.
A cor da alegria
qual será?
ao sentir
o doce aroma
do mar.
A cor da alegria
qual será?
verde?
amarela?
lilás?
A cor da alegria
é a mistura
de todas
as cores
em sintonia.
Por que?
Porque
o mundo é alegre
quando
está em sintonia
como
a cor
da alegria.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Cristalino

Flor que dança
no quintal.
Risos
agudos
a mostrar.
Alegria,
novo
olhar
cristalino,
puro,
criança
que brinca,
salta
estridente
sem dentes.
Alegria
de viver,
porvir
incerto,
teu cabelo
balança
ao ritmo
de tua dança.
Trança
que saltita
no embalo
solto,
claro,
agudos
em volta
de uma rosa
que segura
suas pétalas
com força.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Poemas de verão

Ocaso

Um,
dois,
três,
quatro,
pausa
....
Segue
um,
dois,
três,
quatro,
pausa
olha
para um lado,
depois outro.
Segue,
passos curtos.



Triste Realidade

A morte e a vida
tudo relativo.
Às vezes,
mortos em vida.
Cemitérios,
corpos dormidos,
testemunhos de uma vida.
Lutas,
filhos,
alegrias,
tristezas,
onde ficam?
As lembranças?
Os filhos?
Os netos?
A rezar,
chorar,
lembrar.
Testemunhos
de uma carcaça
que ali jaz.


Poesia

O símbolo
de rasgar
nesse momento,
era
a ruptura
da dor
ou
alegria
do passado.
Algo novo
viria
depois do túnel
deixando
gritos
ritos
que aspiram
no que
já se foi
no que virá.
Papel
rasgado
no lixo.


Sem Forma

Amorfa
é a vida
de quem
nada
faz
nada
no dia
nada
nas ondas
da viagem
amorfa
do dia.

Poeira

Pensamento
do dia
poeira cósmica
a cobrir como
tapete
a superfície
ovalada
a espelhar
figuras
amorfas
que se refletem
na superfície
laminar
coberta do sol
amarelo
opaco
do andar
da
existência